quarta-feira, 9 de setembro de 2009




Sacramento da Penitência




A Penitência é a volta.
Quase todo dia a gente cai e se levanta. Pequenas quedas e grandes tombos.
Ninguém quer ficar no chão. A gente pisa em falso porque não enxerga bem os passos e o caminho de Jesus. Erramos de caminho. Atrapalhamos a caminhada uns dos outros.
Deus sempre dá a mão para a gente se deixar reconduzir.
No sacramento da Penitência celebramos a coragem de pegar de novo na mão de Deus e voltar a andar no caminho dele, que é o caminho da irmandade.

Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo são reconciliados com a Igreja que feriram pecando, e a qual colabora para sua conversão com caridade, exemplo e orações.
A confissão consiste em um sacramento instituído por Jesus Cristo no qual o sacerdote perdoa os pecados cometidos depois do batismo.
Sobre o sacramento da Confissão, devemos analisar o seguinte segundo o que diz a Sagrada Escritura:


- "Aquele que diz que não tem pecado faz Deus mentiroso" (1 Jo 1, 10).


- "Aquele que esconde os seus crimes não será purificado; aquele, ao contrário, que se confessar e deixar seus crimes, alcançará a misericórdia" (Prov. 38, 13).


- " Assim como meu Pai me enviou, eu vos envio a vós. ...soprando sobre eles: recebei o Espírito Santo... Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 21, 21-23). O mesmo texto encontra-se em S. Mateus (Mt 28, 20).


O que é necessário para ser eficaz uma confissão?
1. exame de consciência;
2. ter arrependimento(atrição ou contrição);
3. propósito de não recair no pecado e de evitar as circunstâncias que o favoreçam;
4. confessar-se sem omitir nada;
5. cumprir a penitência estabelecida pelo confessor.


sexta-feira, 4 de setembro de 2009


Segredo da fidelidade!



Um grande missionário, homem de Deus, aquilo que se pode chamar de um “bom operário” do Reino, revelou o seu segredo:

- "Leio a Bíblia, trabalho e oro com ela sempre pela manhã nunca abro exceções".


Perguntaram-lhe então como ele conseguira tanta fidelidade. E ele respondeu:

- "Fiz um compromisso comigo mesmo diante de Deus: 'Sem bíblia não tem café'. Houve dias em que não consegui ler a bíblia e trabalhar com ela logo pela manhã. Mas eu disse para mim mesmo: 'Bem, se não tive tempo para ler a Bíblia, não tenho tempo para tomar café... e até logo'.

E prosseguiu:
-"Durante todos esses anos, poucos dias fiquei sem café... Foi uma grande graça para minha vida".

O que funcionou para esse homem de Deus deve funcionar para mim, para você, para qualquer pessoa.

Contei várias vezes esse fato.

Uma vez, uma pessoa me disse:


- Gostei de sua história “Sem Bíblia não tem café”. Só que, para mim, não funciona, porque eu só conseguia trabalhar com o Diário Espiritual à noite. Então, mudei a história por minha conta, transformando-a em “sem Bíblia não tem cama”.

Não foi fácil. Houve noites em que foi preciso lavar o rosto na água fria, em que fui obrigado a ler a Bíblia em pé ou andando pela sala para não dormir... Mas não deixei de ler nem de fazer o Diário Espiritual.

Uma noite acordei... e vi que estava dormindo em cima do Diário. Não tive dúvidas: lavei o rosto e terminei o trabalho. Depois fui para cama. Graças a Deus não faltei ao meu compromisso: “Sem Bíblia não tem cama”.


"Parece exagero? Parece. Mas veja bem: só parece. Na vida, ninguém consegue nada sem esforço.


Que o digam os artistas e as mães.


Logo, para tudo é exigido empenho e luta, em particular nesse campo, enfrentamos uma tremenda batalha espiritual. A tentação não quer que nos aprofundemos na Bíblia. Muito sutilmente, ela ajeita as coisas para ficarmos sempre na superficialidade...

Agora é sua vez. Seja qual for sua hora de trabalhar com a Bíblia e com o Diário Espiritual, você pode fazer seu compromisso pessoal diante de Deus. Ou seja: “sem Bíblia não tem café”, “sem Bíblia não tem cama”, “sem Bíblia não tem...” Aí está, também para você, o segredo da fidelidade.Deus o abençoe!


Seu irmão,Monsenhor Jonas Abib

quarta-feira, 2 de setembro de 2009


Crisma e Unção dos Enfermos












O Espírito Santo fez sua 'estréia oficial' na Igreja, em Pentecostes.

Mas antes já havia se manifestado no batismo de Jesus. Além d'Ele próprio já ter soprado o Espírito sobre os apóstolos ao dar-lhes o poder de perdoar os pecados.

O Espírito Santo nos confere seus 7 dons quando somos crismados:

Sabedoria, Inteligência, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus.

Esse Sacramento existe desde sempre. Os próprios apóstolos impunham as mãos sobre os batizados para que esses recebessem a infusão do Espírito Santo por isso, é o bispo quem crisma, ele é o sucessor dos apóstolos.

Ele nos fortalece na medida que permitimos que aja em nós. Deus não se intromete em nossa vida e nem entra sem ser convidado, por isso depende de 'nossa permissão' para nos presentear com seus dons.


A Unção dos Enfermos da mesma forma, depende de nossa vontade.

Ela é força nos momentos de risco de morte, cirurgias ou velhice.

Não quer dizer que quando a recebemos estamos em perigo iminente de morte: eu mesma já recebi a Santa Unção por 2 vezes e estou por aqui.


Na verdade, seria mais uma preparação e um 'seguro de viagem' caso alguma coisa não ocorra como esperamos.



Deus quer nos dar todas as chances de estarmos com Ele seja de que jeito - ou Sacramento- a gente necessitar.






quarta-feira, 26 de agosto de 2009


Como você vive sua vocação?


"Exorto-vos, pois - prisioneiro que sou pela causa do Senhor -, que leveis uma vida digna da vocação à qual fostes chama-dos" (Efésios 4,1).
Vocação significa chamado.
O cristão é chamado por Deus e a ele dá sua resposta.
Esse chamado manifesta-se especialmente na escolha do caminho concreto de cada um; o seu estado de vida, sua profissão, o modo de viver.
Uma pessoa não deve se casar só para não ficar solteira; também não deve procurar a vida consagrada para fugir de qualquer problema. Casar-se ou permanecer solteiro, abraçar a vida religiosa ou assumir a missão do cristão leigo no mundo é uma questão de vocação.
E vocação é uma questão de amor: "Simão, filho de João, amas-me?... Apascenta as minhas ovelhas" (João 21,17).
Amor comprometido, vivendo como cristão leigo, na família, no trabalho, na vida social; ou amor concretizado numa entrega mais ampla pelo Reino de Deus, vivendo como cristão consagrado, na vida religiosa, e especialmente no sacerdócio.
Cada um de nós é chamado a assumir a fé cristã e a vocação específica dentro do Plano de Deus.


sábado, 22 de agosto de 2009

Eucaristia - O Santíssimo Sacramento

O nome Eucaristia vem do grego EUCHARISTIA que quer dizer ação de graças, que foi o que Jesus fez na última ceia ao partir o pão e entregar o vinho, fazendo com que se tornassem Seu Corpo e Sangue.

Desse modo, apesar de os outros sacramentos nos comunicarem as graças e benesses de Deus, na Sagrada Eucaristia recebemos o próprio Deus sob o véu das espécies de vinho e pão. A esse milagre damos o nome de transubstanciação que é a transformação de uma substância em outra.

A Eucaristia é também chamada Sacramento da Unidade, porque quando nós e nossos irmãos do mundo inteiro comungamos ( lembre-se que a cada 8 min. uma missa é iniciada em algum lugar do planeta ) estamos onde ELE está.



É como o rio que chega ao poderoso mar e se dissolve em suas águas e se torna parte do todo; assim acontece conosco: nos dissolvemos n’Ele e nos tornamos, todos juntos, um com Cristo.

Á isso –o que não é pouco- vem nos mostrar o milagre da cidade de Lanciano ( que a própria NASA confirmou ) que o pão Consagrado é verdadeiramente carne de Jesus e o vinho Consagrado é verdadeiramente Seu sangue.



Mas um cristão verdadeiro necessita de provas?










http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://marcospauloteixeira.files.wordpress.com/2009/02/milagre.jpg&imgrefurl=http://marcospauloteixeira.wordpress.com/2009/02/22/milagre-eucaristico-de-lanciano/&usg=__suRkDfGx3jOLPpytTG8dgQgNzgA=&h=329&w=460&sz=34&hl=pt-BR&start=12&tbnid=vqvjjZndqohvcM:&tbnh=92&tbnw=128&prev=/images%3Fq%3Dmilagre%2Bde%2Blanciano%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR

sexta-feira, 21 de agosto de 2009



Por que batizar as crianças?



A razão teológica pela qual a Igreja batiza crianças é que o Batismo não é como uma matricula em um clube, mas é um renascer para a vida nova de filhos de Deus, que acontece mesmo que a criança não tome conhecimento do fato.


Este renascer da criança a faz herdeira de Deus.


A partir do Batismo a graça trabalha em seu coração (cf. 1 Jo 3,9), como um princípio sobrenatural. Elas não podem professar a fé, mas são batizadas na fé da Igreja a pedido dos pais.



Santo Agostinho explicava bem isto: “As crianças são apresentadas para receber a graça espiritual, não tanto por aqueles que as levam nos braços (embora, também por eles, se são bons fiéis), mas sobretudo pela sociedade espiritual dos santos e dos fiéis... É a Mãe Igreja toda, que está presente nos seus santos, a agir, pois é ela inteira que os gera a todos e a cada um ” (Epist. 98,5).


Nenhum pai espera o filho chegar à idade adulta para lhe perguntar se ele quer ser educado, ir para a escola, tomar as vacinas, etc. Da mesma forma deve proceder com os valores espirituais.


Se amanhã, esta criança vier a rejeitar o seu Batismo, na idade adulta, o mal lhe será menor, da mesma forma que se na idade adulta renegasse os estudos ou as vacinas que os pais lhe propiciaram na infância.


A Bíblia dá indícios de que a Igreja sempre batizou crianças.


Na casa do centurião Cornélio (“com toda a sua casa”; At 10,1s.24.44.47s); a negociante Lídia de Filipos (At 16,14s); o carcereiro de Filipos (At 16, 31-33), Crispo de Corinto (At 18,8); a família de Estéfanas (1Cor 1, 16).


Orígenes de Alexandria († 250) e S. Agostinho (430), atestam que “o costume de batizar crianças é tradição recebida dos Apóstolos”.


Prof. Felipe Aquino

segunda-feira, 17 de agosto de 2009


Assunção de Maria



Comemoramos, com grande alegria, a solenidade da Assunção de Maria Santíssima, elevada aos céus em corpo e alma.


E’ dogma de fé definido por Pio XII em 1º de novembro de 1950.


A Liturgia da Igreja nos leva a refletir sobre o encontro de duas mães: Maria e sua prima Isabel. Maria, ao saber que Isabel estava grávida de 6 meses de João Batista, vai a seu encontro (Lc. 1, 36).


Ao chegar, entrando na casa, saúda Isabel, a qual, ante a saudação de Maria, sente a criança estremecer no seu seio (Lc.1, 41).


Isabel ficou repleta do Espírito Santo e exclamou em alta voz: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre!” (Lc.1,42).

Isabel revela pela primeira vez em público Maria como a mãe do seu Senhor (Lc.1,42-43).


O louvor a Maria, iniciado por Isabel, ressoa através dos séculos chegando até nós: “Bendita entre as mulheres!”


Maria, vendo seu mistério pessoal desvendado, põe em vibração todo o seu ser, entoando a Deus, sentido e inflamado, o hino oficial da maternidade divina, ato sincero de ação de graças: o Magnificat.


Com o hino do Magnificat (Lc.1, 46-56), Maria reconhece e agradece o que de grande Deus nela operou e todos os benefícios que a encarnação do Filho de Deus vinha trazer para a humanidade.


Maria é bendita por causa do privilégio único e incomparável de ser a Mãe do Filho de Deus e por ter recebido abundantes graças. Aqui está o mistério de Maria: Deus respeitou a liberdade humana de Maria.


Pelo “sim” de Maria o Filho de Deus se fez Homem e Mediador. Graças à participação de Maria, Jesus, o Filho de Deus, tornou-se um de nós, oferecendo-se em sacrificio na cruz, em reparação do pecado da humanidade.


Manifesta-se nesse momento o júbilo da Salvação! Maria, pelo seu “SIM”, Fiat a Deus, está dentro da Redenção da Humanidade. Maria é essencial a Cristo na sua manifestação humana. Não podemos, assim como Deus fez, separar Jesus de Maria, nem Maria de Jesus.


Deus eleva a santidade do amor além da carne: Jesus ascende ao Céu, ao Pai, por sua própria força. Maria, sua Mãe, é assunta ao Céu por Deus, para junto do Filho porque, no amor, o Filho une a si aquela que ama, na unidade e laços de sua natureza humana e divina.* A minha alma engrandece o Senhor, porque olhou para a humildade de sua serva e fez em mim grandes coisas!*


AMÉM. ASSIM SEJA.