sábado, 12 de março de 2011


Quaresma: tempo de refletir e fortalecer a alma


Chegamos novamente à esse tempo tão apropriadamente sereno.


Depois das festas de carnaval (que originalmente se referia a festejos com banquetes onde se comia muita carne ), chegamos ao tempo de reflexão e penitência;de preparação para a Páscoa.


Não penitência no sentido de punição, mas no sentido de termos o domínio de nós mesmos; dominarmos nossas paixões sejam elas quais forem.


Só quando mandamos em nossos desejos que podemos dizer que estamos realmente no controle da situação.


Devemos escolher um tipo de jejum? Vamos ver o que nos diz a respeito o membro da Canção Nova, Ricardo Sá:



"Qual a melhor penitência a fazer?
Quem responde é o Santo Padre Pio di Pietrelcina:"Faça a penitência de ser constante na prática do bem".Confesso que, com esta afirmação, mudei meu modo de ver a vida, as pessoas e a vida espiritual!

Boa e santa Quaresma para você!


Com carinho e orações,

Seu irmão,

Ricardo Sá "





Se ainda assim, vc pretende escolher uma penitência vá em frente; não desanime e entregue toda a dificuldade nas mãos de Jesus: Ele vai te ajudar a levar sua determinação em frente.


Até a próxima.



quinta-feira, 7 de outubro de 2010


Para o relacionamento a palavra-chave é superação


Quando se começa um relacionamento, qualquer que seja ele: de esposos ou familiar, de pais e filhos, entre parentes e até entre amigos, acontece, a meu ver, um processo de entrelaçamento de vida, apresentando na prática em 4 fases distintas: o encantamento, o sofrimento, a decepção e a superação.


A primeira fase do relacionamento é o encantamento, porque é a fase inicial, quando se conhece a pessoa , os defeitos ficam totalmente obscurecidos pela paixão, é um encantamento. O mesmo acontece com todos os tipos de relacionamentos humanos. (...)


Com o passar do tempo, as pessoas, principalmente as que vivem juntas, começam a se ferir com os desencontros de opiniões, as discussões, os desencontros e brigas, palavras colocadas inadequadamente, egoísmos. É a fase do sofrimento. E é natural que isso aconteça porque a pessoa traz em si misérias e pecados (...) em meio às virtudes (...).


O relacionamento chega ao ápice da crise quando a pessoa amada se mostra totalmente o oposto do que havíamos sonhado [que ela fosse]. Isso porque nós temos a facilidade de idealizar as pessoas e construir “castelos de areia” (...). Na fase da decepção, quando tudo isso cai por terra resta um grande vazio no relacionamento e há a vontade de desistir de tudo(...). Todos nós já decepcionamos alguém e fomos decepcionados no processo de vida em comum.(...)


Vejo que a crise (e no casamento acontecem muitas) é também muito importante para o crescimento espiritual do casal. Porque só se cresce a partir de crises(...). A este crescimento eu chamo de superação, que é a fase madura do relacionamento.


A superação é a recuperação da fase do encantamento por meio de atitudes de acolhimento da fraqueza da outra pessoa. (...)


Superação é a “palavra-chave” do relacionamento, (...) é buscar o diálogo a cada momento, visando superar tudo isso e reavivar o amor, tendo como premissa o amor de Deus (...).




Diácono Paulo Lourenço



quarta-feira, 29 de setembro de 2010


Saia da igreja
Leve para o mundo aquilo que tem aprendido


Por favor, saia da igreja. Vá ao estádio de futebol, à fazenda, ao escritório, ao hospital, ao teatro, ao parque, ao cinema...


Saia da igreja na segunda-feira à noite, após o grupo de oração. E vá ao shopping.


No trânsito, mostre, com palavras e gestos, que você não vai destruir o mundo por causa do engarrafamento. Sintonize uma rádio cristã e siga em frente.

Ao chegar às lojas, só compre o que, de fato, precisa. E, de quebra, escolha uma roupa para alguém que você sabe não ter condições de comprá-la. O beneficiado poderá até desconfiar que você anda saindo muito da igreja.



Na terça-feira, saia da igreja de novo. Após participar da Santa Missa, depois de um dia todo de trabalho, vá curtir um cineminha.

Na fila, à espera do ingresso para ver o filme, não economize seu bom humor e descontração. Depois da sessão, fale com seus amigos sobre os valores e mensagens que aprendeu. Afinal de contas, você saiu da igreja no fim da tarde.



Saia da igreja também na quarta-feira. Após momentos de silêncio diante do Santíssimo Sacramento, saia e passe em casa para pegar a esposa e os filhos. Vá ao estádio de futebol. Justamente porque você vive saindo da igreja, quase não sabe fazer nada sem a família. Inclusive, torcer pelo time do coração.


Saia da igreja o máximo de dias e vezes que conseguir. Especialmente no domingo pela manhã, após a Missa. Saia e corra para a praia. Vá com sua família ou amigos. Sorria bastante, conte muitas histórias engraçadas e, no final da tarde, combine de rezar o terço na casa de alguém da turma.


Uma pessoa de fora, que ouvir esse papo, logo vai pensar: "Esses aí devem ter saído da igreja".
Saia da igreja muitas vezes. Sempre.


Maurício RebouçasMaurício Rebouças


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

WebTVCN

Nossos desejos

Depois de dar um tempo em postagens por causa dos encontros sobre os Sacramentos - que serão concluídos breve - trago para vocês uma pregação do saudoso pe. Léo.

Presta atenção que é rápido e nos orienta sobremaneira.
Acessa o link aqui embaixo e ouve com atenção, ok??


WebTVCN

terça-feira, 24 de agosto de 2010


Unção dos Enfermos



(...) O Catecismo da Igreja ensina que: “O sacramento da Unção dos enfermos tem a finalidade de conferir uma graça especial ao cristão que está passando pelas dificuldades inerentes ao estado de enfermidade grave ou de velhice” (§1527).

E que “o tempo oportuno para receber a sagrada unção é certamente aquele em que o fiel começa a encontrar-se em perigo de morte devido à doença ou à velhice” (§1528).


“Cada vez que um cristão cair gravemente enfermo, pode receber a sagrada unção. Da mesma força, pode recebê-la novamente se a doença se agravar” (§1529). (...)


É também permitido que se receba a Unção dos Enfermos antes de uma cirurgia de alto risco, ou no caso de uma pessoa de idade avançada que vai ser operada, devido à idade avançada e fragilidade.


Não se deve deixar que um doente grave venha a falecer sem receber a Unção dos Enfermos; muitas vezes isto acontece porque a família se descuida de cuidar espiritualmente do enfermo ou porque fica com medo de assustá-lo; o sacerdote saberá preparar o doente psicologicamente para receber o Sacramento em paz.
Antigamente, o Sacramento da Unção dos Enfermos era chamado Sacramento da extrema-unção dos Enfermos, foi trocado o nome pois muitos vinham a caracterizá-lo como o "sacramento da morte", não sendo bem assim. Inúmeros são aqueles que já receberam o Sacramento da Unção dos Enfermos mais de duas vezes e estão vivos até hoje.



Prof. Felipe Aquino




segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Deus quer discípulos em todos os meios



O discípulo é aquele que está aprendendo com o seu mestre. Somos discípulos de Jesus.


Em todas as profissões, Deus quer discípulos: médicos, pedreiros, engenheiros, mecânicos, professores, alunos, patrões e operários, empresários, comerciantes, lavradores, fazendeiros, ou seja, em todos os meios e setores, Ele precisa de profetas.


Aceite do fundo do coração o seu chamado, diga para o Senhor que você não é digno, mas aceita; que você se abre para receber o Espírito Santo. Diga a Ele que você aceita, de todo o coração, ser um discípulo, um apóstolo no seu trabalho, em sua profissão, no meio em que você vive.


Você precisa assumir a escolha do Todo-poderoso, porque antes mesmo do seu nascimento Ele já o havia consagrado:“Antes de modelar-te no seio de tua mãe, antes de saíres do seu ventre, eu te conhecia; eu te consagrei” (Jr 1,5).


Deus não disse isso apenas a Jeremias.


Esse chamado diz respeito a cada um de nós.


Só pelo fato de Deus ter nos resgatado da vida velha e nos ter transformado de joio em trigo, Ele já está dando a certeza de que fomos chamados.




(Trecho do livro "Vocação: um desafio de amor" de monsenhor Jonas Abib)



Monsenhor Jonas Abib




sábado, 14 de agosto de 2010

O Sacramento da penitência e da reconciliação
O pecado arrasta ao pecado e a sua repetição gera o vício .

A reconciliação torna-se necessária porque se deu a ruptura do pecado, da qual derivaram todas as outras formas de ruptura no íntimo do homem e à sua volta.

A reconciliação, portanto, para ser total exige necessariamente a libertação do pecado, rejeitado nas suas raízes mais profundas.
Por isso, há uma estreita ligação interna, que une conversão e reconciliação: é impossível dissociar as duas realidades, ou falar de uma sem falar da outra.(...)


O pecado é uma ofensa a Deus, na desobediência ao seu amor. Fere a natureza do homem e atenta contra a solidariedade humana. O pecado arrasta ao pecado e a sua repetição gera o vício. (...)


Todo o fiel, obtida a idade da razão, é obrigado a confessar os seus pecados graves ao menos uma vez por ano e antes de receber a Sagrada Comunhão. Devem-se confessar todos os pecados ainda não confessados, dos quais nos recordamos depois dum diligente exame de consciência. A confissão dos pecados é o único modo ordinário para obter o perdão. (...)


Os efeitos do sacramento da Penitência são:


- a reconciliação com Deus e portanto o perdão dos pecados;
- a reconciliação com a Igreja; a recuperação, se perdida, do estado de graça;
- a remissão da pena eterna merecida por causa dos pecados mortais e, ao menos em parte, das penas temporais que são consequência do pecado;
- a paz e a serenidade da consciência, e a consolação do espírito;
- o acréscimo das forças espirituais para o combate cristão.